TRANSPOSIÇÃO: Vazão em Monteiro não é estabilizada e preocupa AESA


Desde que houve o rompimento em um dos canais da transposição em Pernambuco, no dia 12, que as águas da transposição estão chegando sem estabilidade à Paraíba. A informação é o presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), João Fernandes, que se disse preocupado com a possibilidade de estender o racionamento em Campina Grande, uma vez que Boqueirão não está recebendo o volume de água ideal.
O vazamento ocorreu próximo ao reservatório Copiti, entre Sertânia e Custódia (PE). Na ocasião o canal recebeu reparo definitivo na estrutura, segundo o Ministério da Integração. No dia 19, as águas voltaram a ser liberadas e a vazão em Monteiro chegou a 6,56 m³/s, mas passou a cair desde então. “Não está estabilizado. Precisamos de pelo menos sete ou oito m³/s para ter a segurança. Antes do evento no dia 12 tínhamos a vazão mas, desde então, não tem chegado o volume dos parâmetros anteriores”, revela.
Fernandes avaliou que, em Monteiro, a vazão passou de uma média de 6.8 m³/s para 3.99 m³/s (em dados atualizados neste dia 26), ou seja, quase a metade do que estava sendo liberado antes do problema. Por conta disso, ele informou que vai solicitar explicações da Integração para saber o que está ocorrendo. “Chamei os engenheiros responsáveis para averiguar a situação e comunicar ao Ministério, porque se reduz a vazão em Monteiro vai prejudicar todo o processo da chegada das águas a Boqueirão”, admite.
A expectativa inicial é que até o final de julho o abastecimento de água na cidade de Campina Grande e região seja normalizado, o que pode ser adiado. “Prometemos entregar a água em 90 dias, mas com pelo menos seis ou sete m³/s em Monteiro. Precisamos que chegue pelo menos quatro m³/s em Boqueirão para garantir isso”, calcula.
Sobre o Eixo Norte, o presidente da Aesa informou que ainda nesta segunda-feira o órgão vai obter detalhes em relação ao início do projeto que concluirá as obras da transposição na Paraíba. No último dia 20, o Governo Federal assinou a Ordem de Serviço para retomada das obras da primeira etapa (1N) do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco. A ação só foi possível após decisão da presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármem Lúcia, que suspendeu o embargo à continuidade do trecho. A previsão é de que as atividades sejam iniciadas até esta semana.
 fonte opipoco
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