Curitiba: paraibanos apoiam Lula; depoimento a Moro durou 5 horas


Com a participação dos deputados estaduais paraibanos Frei Anastácio (PT) e Anísio Maia, milhares de manifestantes se aglomeraram, na tarde e início de noite desta quarta-feira (10), na Praça Santo Andrade, no Centro de Curitiba, em solidariedade ao ex-presidente Lula, ouvido pelo juiz Sérgio Moro como réu na Operação Lava Jato. O depoimento durou cinco horas.
Os simpatizantes e correligionários de Lula enfrentaram um frio de 15 graus a espera da saída do petista do depoimento. Enquanto Lula era ouvido por Moro, os manifestantes realizam um ato onde muitos políticos próximos ao ex-presidente faziam uso da palavra, como o ex-senador Eduardo Suplicy, o senador Humberto Costa e a senadora Gleisi Hoffmann.
Nas redes sociais, Frei Anastácio e Anísio Maia registraram suas presenças em Curitiba. Frei Anastácio mostrou militantes do Movimento dos Sem Terra caminhado pelas ruas da Capital paranaense. Já Anísio Maia voltou a afirmar que o juiz Sérgio Moro persegue o ex-presidente.
“O MST caminhou da Praça Santos Andrade até às imediações da Sede da Justiça Federal, ( uma hora e trinta minutos) onde esperaram a passagem de Lula. Momento de muita emoção. Com minha carteira de deputado dada pelas paraibanas (os) pude me aproximar até as barreiras da polícia”, disse Frei Anastácio. “Fiz questão de vir até Curitiba para representar o povo trabalhador na defesa da democracia, na defesa do político mais perseguido da história Brasil. O presidente Lula não está sozinho”, escreveu Anísio Maia.
O processo
Lula é acusado de receber R$ 3,7 milhões em propina, de forma dissimulada, da empreiteira OAS. Em troca, ela seria beneficiada em contratos com a Petrobras. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a OAS destinou ao ex-presidente um apartamento triplex, em Guarujá (SP), fez reformas neste mesmo imóvel e também pagou a guarda de bens de Lula em um depósito da transportadora Granero.
O MPF denunciou o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em 14 de setembro 2016. Seis dias depois, a Justiça aceitou a denúncia, e Lula e outras sete pessoas viraram réus. Entre eles, estava a ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em fevereiro deste ano e teve as acusações arquivadas por Moro.
MaisPB com G1
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