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Cerca de 30% das rodovias de PE são apontadas como 'ruins ou péssimas' entre elas Custódia e Sertânia

A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) realizou uma análise das condições das estradas no Brasil. Em Pernambuco, foram 3.107km avaliados e somente 1,2% das pistas está na categoria "ótimo". São consideradas ruins ou péssimas 30,5%. Equipes de jornalismo da TV Asa Branca foram até algumas destas localidades.
Em Canhotinho, no Agreste, a PE-177 tem 58km de extensão com muitas curvas e remendos, além de faltar acostamento em quase todo o trajedo. Onde existe, o asfalto está desgastado e cheio de buracos e mato. Não fazem parte da realidade da rodovia a sinalização horizontal - que divide as faixas - e as placas indicando curva perigosa. “Costuma ter muitos acidentes aí na pista”, alerta o motorista Carlos Alberto. “Você vai daqui pra Lajedo, não tem um acostamento. Se você quebrar, tem que parar no meio da pista. Se você encontrar um carro de frente, não tem pra onde você correr”, conta o caminhoneiro André Soares. No Sertão, os buracos na PE-275, de Sertânia a São José do Egito, foram tapados, mas o serviço é uma medida paliativa. O motorista de transporte alternativo Júnior Severino diz que os problemas geram prejuízos. “Estraga a suspensão toda do carro, os articulares acabam, você manda alinhar e balancear, mas come pneu”. A sinalização horizontal também está desgastada e, no estudo da CNT, este aspecto foi considerado "péssimo". Em outros trechos, a sinalização vertical está praticamente apagada e quase não dá para ver o que há escrito. Na PE-280, em Custódia, as placas e o asfalto são novos, mas os problemas antigos permaneceram: as curvas são perigosas e a estrada continua sem acostamento. Os fatores podem contribuir para ocasionar acidentes. Tais condições foram avaliadas como péssimas, realidade que também coloca em risco os moradores que precisam transitar a pé. “Os carros andam correndo muito, chega chia!”, reclama o agricultor Cícero Vicente.
Na Mata Sul, uma das mais críticas é a PE-126, que tem 54km de extensão e começa em Catende. “Ela não é duplicada. A pista é boa, só não tem acostamento”, opina o motorista de lotação Fábio Soares. Outra dificuldade encontrada por quem trafega é a grande quantidade de curvas, cuja sequência tornam o trajeto perigoso. “Quase que ia acontecendo um acidente comigo e com outra moto que vinha do município de Maraial”, diz o instrutor de informática José Albério Gomes. A PE-96 em Água Preta, na mesma região, também não alcançou um resultado positivo. O principal problema indicado pela CNT é a falta de acostamento. Além disso, não há sinalização.
Resposta
Por meio de nota, o Departamento de Estradas de Rodagem do estado (DER-PE) afirmou que nas seis rodovias, as obras estão com orçamento previsto para 2015.
Do G1 Caruaru
A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) realizou uma análise das condições das estradas no Brasil. Em Pernambuco, foram 3.107km avaliados e somente 1,2% das pistas está na categoria "ótimo". São consideradas ruins ou péssimas 30,5%. Equipes de jornalismo da TV Asa Branca foram até algumas destas localidades.
Em Canhotinho, no Agreste, a PE-177 tem 58km de extensão com muitas curvas e remendos, além de faltar acostamento em quase todo o trajedo. Onde existe, o asfalto está desgastado e cheio de buracos e mato. Não fazem parte da realidade da rodovia a sinalização horizontal - que divide as faixas - e as placas indicando curva perigosa. “Costuma ter muitos acidentes aí na pista”, alerta o motorista Carlos Alberto. “Você vai daqui pra Lajedo, não tem um acostamento. Se você quebrar, tem que parar no meio da pista. Se você encontrar um carro de frente, não tem pra onde você correr”, conta o caminhoneiro André Soares. No Sertão, os buracos na PE-275, de Sertânia a São José do Egito, foram tapados, mas o serviço é uma medida paliativa. O motorista de transporte alternativo Júnior Severino diz que os problemas geram prejuízos. “Estraga a suspensão toda do carro, os articulares acabam, você manda alinhar e balancear, mas come pneu”. A sinalização horizontal também está desgastada e, no estudo da CNT, este aspecto foi considerado "péssimo". Em outros trechos, a sinalização vertical está praticamente apagada e quase não dá para ver o que há escrito. Na PE-280, em Custódia, as placas e o asfalto são novos, mas os problemas antigos permaneceram: as curvas são perigosas e a estrada continua sem acostamento. Os fatores podem contribuir para ocasionar acidentes. Tais condições foram avaliadas como péssimas, realidade que também coloca em risco os moradores que precisam transitar a pé. “Os carros andam correndo muito, chega chia!”, reclama o agricultor Cícero Vicente.
Na Mata Sul, uma das mais críticas é a PE-126, que tem 54km de extensão e começa em Catende. “Ela não é duplicada. A pista é boa, só não tem acostamento”, opina o motorista de lotação Fábio Soares. Outra dificuldade encontrada por quem trafega é a grande quantidade de curvas, cuja sequência tornam o trajeto perigoso. “Quase que ia acontecendo um acidente comigo e com outra moto que vinha do município de Maraial”, diz o instrutor de informática José Albério Gomes. A PE-96 em Água Preta, na mesma região, também não alcançou um resultado positivo. O principal problema indicado pela CNT é a falta de acostamento. Além disso, não há sinalização.
Resposta
Por meio de nota, o Departamento de Estradas de Rodagem do estado (DER-PE) afirmou que nas seis rodovias, as obras estão com orçamento previsto para 2015.
Do G1 Caruaru